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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

GEEL – Grupo de escalada esportiva de Limeira

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Um grupo de amigos escaladores decide levar este esporte à população da cidade de Limeira. E foi assim que tudo começou. Cada um destes 5 amigos juntaram os equipos já empoeirados pelos armários para uma conferencia de seu estado para saberem o que tinham em mãos para este novo projeto.
Semanas se passaram até que fôssemos capazes de separar os equipamentos. Projeto escrito e apresentado na prefeitura municipal como alternativa de entretenimento para os cidadãos desta cidade. Sem um espaço específico o jeito era começar sem uma sede propriamente dita. E para isto uma escada externa longa de um dos prédios do Parque Cidade foi escolhida para que começássemos a divulgar esta modalidade tão pouco divulgada em nossa cidade. E foi assim que mais de 2 meses se passaram, treinando na parte de baixo da escada, costurávamos os degraus e montávamos vias conforme íamos subindo pela parte de trás da escada.
Mas este tempo foi bom para o amadurecimento do grupo e para o despertar da curiosidade da população que freqüenta o parque. E em uma noite de treino o projeto deu um grande passo. Uma parede escondida atrás de um museu neste espaço público chamou o interesse do grupo. Protegida de chuvas e ventos, além da parede duas grandes colunas de mais de 9 metros em pouco tempo seriam palco do grupo intitulado GEEL – Grupo de escalada esportiva de Limeira. Porém a parte mais difícil chegou.
A montagem desta parede com segurança e qualidade para que os visitantes deste projeto pudessem ter este contato com o esporte de escalada. Foi ai que a questão qualidade foi resolvida rapidamente, pois conhecendo o trabalho da SAPO AGARRAS no mercado e seu notório reconhecimento neste segmento entramos em contato com a empresa que não pensou duas vezes em ajudar a concretização desta idéia; pronto esta feita uma importante parceria. Kits de agarras foram nos enviados pela Sapo Agarras e com isto nosso projeto ganhou vida e peso. Podendo ser inaugurado oficialmente para uso público.
Hoje se destaca pelo pioneirismo de fornecer duas vezes por semana monitorias e ensinamentos básicos de escalada para qualquer pessoa disposta a aprender. Oferecendo também saídas a campo em grupos para os mais interessados. O GELL funciona de terça e quinta a partir das 19h até as 22 horas...
Ficou curioso? Então venha nos visitar.

Abertura Catarinense da Temporada de Montanha 2013

Abertura Catarinense da Temporada de Montanha 2013

É com muito prazer que a ASGEM – Associação Serra Geral de Montanhismo, juntamente com a FEMESC – Federação Escalada e Montanhismo de Santa Catarina, abrem as inscrições para a Abertura Catarinense da Temporada de Montanha 2013! O Evento será realizado no Instituto Felinos do Aguaí, localizado no município de Siderópolis SC, comunidade de São Pedro, nas proximidades da Barragem do Rio São Bento nos dias 30 e 31 de maio e 01 e 02 de junho de 2013.
Inscrições:
R$ 25,00 para não sócios da ASGEM
R$ 20,00 para sócios em dia com suas semestralidades
Processo de inscrição:
Baixar a Ficha de inscrição
Encaminhar preenchidos para o e-mail contato@serrageral.com juntamente com o comprovante de pagamento;
Imprimir a Ficha e o Termo preenchidos e trazer na data do evento assinados;
Retirar seu kit com camiseta e brindes na hora do credenciamento.
As sessenta (60) primeiras inscrições receberão camiseta do evento.
Cada inscrição corresponde a uma camiseta, kit de adesivos promocionais, local para acampamento, uso das áreas comuns do evento, banho quente, um jantar, direito de concorrer ao sorteio de brindes.

Programação


Quinta Feira 30/05/13
Programação livre
Trilha
Escalada
Slack-line
mountain-bike
Sexta Feira 31/05/13
08h – Saída para escalada em setores próximos
08h – Saída guiada para trilhas leves / moderadas
08h – Saída “guiada” para pedalada (mountain-bike)
18h – Fogo de Chão com petiscos
20h – Festival de cinema “no gramado” – Filme The Way
Sábado 01/06/13
07h – Trilha dos Tropeiros guiada (pesada, dia todo)
07h – Escaladas clássicas da região (dia todo)
09h – Saída para escalada em setores próximos
Saída guiada para trilhas leves / moderadas
Saída “guiada” para pedalada (mountain-bike)
19h – Janta (traga seus pratos e talheres)
20h – Abertura oficial
Festival de cinema “no gramado” com os Filmes: Aguaí Floresta Atlântica
e o Documentário Memórias de São Pedro, ambos realizados pelo Porjeto Felinos do Aguaí.
Vídeos de aventuras na Serra Geral.
Domingo 02/06/13
Programação livre
Trilha
Escalada
Slack-line
mountain-bike
Todos os dias as atividades são livres, forneceremos mapas e dicas para que o participante programe sua aventura.
As atividades guiadas seguirão a programação e tem o objetivo de acompanhar iniciantes.
Credenciamentos todos os dias a partir das 9:00h da manhã.
Slack line montada durante todo o período do evento.
Mais informações em: http://serrageral.com/wordpress/?p=2657

Rio de Janeiro - Por: Diego Preve Zanin

Com Sapo Agarras para o Rio de Janeiro - Por: Diego Preve Zanin
Escalar no Rio? Vamobora!!! Acredito que todo ou quase todo escalador que já tenha lido ou saiba um pouco da historia da escalada brasileira sinta vontade de ir escalar no Rio. Pessoalmente, a beleza natural da cidade e aquela infinidade de vias, sem contar o fator histórico, sempre me instigaram. Foi lá que se iniciou a escalada técnica brasileira, sempre que li sobre as conquistas de vias como chaminé stop, secundo, K2 e outras em muitas décadas passadas, eu tentava viajar para essas vias e tentava me colocar naquele tempo. Pergunto-me, quantas gerações de escaladores se inspiraram nessas conquistas e em tantas outras? Não sei ao certo. Sei, que desde que comecei a escalar mais ou menos há um ano e meio essa ideia começou a rodear minha mente. Em setembro do ano passado quando realizei um curso de aperfeiçoamento de técnicas de escalada com Daniel Casas e ele comentou que eu poderia ir escalar no Rio sem grandes problemas, a ideia cresceu e logo depois no festival de escalada de Laguna em outubro, na palestra da Karina Figueiras quando ela lançou a frase “sonhar é bom mas realizar é melhor” tive certeza de que deveria me organizar para essa escalada. Porém a correria do dia-a-dia me impedia de focar nesse projeto. Virou o ano para 2013 e comentando com alguns amigos, começamos a bolar a ideia, até que um dia o Sidnei Machado me liga e diz: Comprei a passagem para o Rio! Como assim meu? É comprei... Vi-me na obrigação de dar um jeito... Fui atrás e também comprei! Comentei com o mestre Sapo e ele também se empolgou e foi atrás... Assim começamos a nossa trip!  Olhando agora, acredito que buscamos seguir os passos que a própria Karina comentou em sua palestra no festival: motivação; meta possível; aprendizado; decisão; planejamento; comprometimento; ousadia; e acima de tudo paixão. Praticamente em cima da hora de ir para o Rio, ficamos sabendo que iria ter o ATM, bem no final de semana que estaríamos escalando lá, o que se tornou uma bela surpresa. Bom, correria vai e correria vem, e chegou dia 25/03. Estávamos no aeroporto de Florianópolis analisando o croqui das vias no guia da Urca emprestado pelo Rian e de tanto fissurados pelas linhas das vias quase perdemos a hora de ir para a sala de embarque! Já no Rio fomos super bem recebidos pelo amigo Pinta, que nos buscou no aeroporto e nos deixou dormir em sua casa. Chegou o outro dia e fomos para Urca, tocamos para a face sul do Pão de Açúcar. Entramos na via Coringas, primeira escalada em rocha gnaise e com corda dupla. Sapo saia guiando, depois o Sidnei entrava na cordada e eu dava uns 5 metros e entrava também. A escalada com corda dupla rendeu bastante e em pouco tempo estávamos na ultima parada da via, curtindo o visual. Tocamos para cima pelo costão realizando uma escalaminhada. Entramos na chamada via do costão, que foi por onde foi realizada a primeira ascensão ao cume do Pão de Açúcar nos anos de 1800 e poucos por uma inglesa, o que gerou uma serie de ascensões em outras montanhas do Rio nos anos seguintes. No meio do costão nos esbarramos com o Dinho, grande figura que nos passou os betas de como chegar ao cume. Um pouco antes do cume chegamos à pedra filosofal, que possui um visual incrível. Chegamos ao cume e fizemos aquela seção clássica de turista tirando uma dezena de fotos. Descemos de bondinho e depois por uma trilha. Nós encontramos com o Pinta que nos levou até a casa do Zamith. Eu pessoalmente estava cansado, o Sidnei no mesmo ritmo e o Sapo super pilhado quis treinar no muro do Zamith! Ficamos lá curtindo as historias das agarras que o Zamith adquiriu mundo a fora e tomando uma cerva para relaxar a musculatura para o outro dia. Dormimos nos colchões do muro mesmo, e no sábado cedo estávamos de pé prontos para encarar a K2 no Corcovado. O Julio Mello e a Patrícia nos pegaram na casa do Zamith e fomos para o Corcovado. Encaramos uma pequena caminhada até a base da K2. Só da base o visual já era apaixonante! A K2 não é uma via tão longa, porém sua base já começa bem alta, acredito que na casa dos 500 metros. Julio e a Patrícia tocaram na frente, eles iam pegar a variante K3.  Sapo entrou logo depois e quando chegou na parada o Sidnei partiu e eu atrás.  Logo nos primeiros lances o bico da sapatilha do Sidnei se rompeu e ele levou uma queda. Gelei e tive dificuldade de passar o lance. Cheguei no lance da transversal da K2, aonde o Sapo não parava de falar sobre a conversa que teve com os cristais para passar guiando. Tocamos logo para cima e atrás de nos vinha uma dupla de suíços. Impressionante como o perfil da via foi mudando, no começo um diedrão lindo, depois começou uma serie de cristais alternados com agarrões e no fim da terceira cordada, cristais em cima de cristais. Via linda, linda via! Cheguei na terceira parada, onde todos me esperavam. Caminhamos poucos minutos por uma pequena trilha e de repente se abre um pasto e a mureta do Cristo congestionada de turistas. Momento hilário pedir licença para pular a mureta. Olho para a direita e vejo o Cristo, momento mágico! Troco algumas palavras com ele em pensamento, e acima de tudo agradeço muito por aquele momento! Para variar, fizemos mais uma seção de turista tirando varias fotos e partimos embora. Naquela noite fomos para o ATM na Urca, aonde tive a oportunidade de ver duas excelentes e palestras. Rafael Nishimura que contou sobre sua historia e de como começou a escalar, emocionante! Depois, Flavio Daflon e Sergio Tartari relataram a nova conquista Brasileira no Fitz Roy. Grandes escaladores! Fomos jantar com o João, Alexandre e sua namorada. Depois, fomos para a academia do Alexandre em Botafogo. Belo muro e ótimos crashpads que foram nossas camas aquela noite. Capotei, com o corpo dolorido. Chegou, domingo e os últimos momentos no Rio guardavam uma ótima surpresa! Fomos para o setor no morro da Babilônia na Urca, aonde eu e o Sidnei entramos na via Luiz Arnold. Entrei guiando, e minha cabeça viajava longe ao longo da guiada. Que momento único, guiadinha na Meca da escalada Brasileira! Cheguei na P1 e o Sidnei veio atrás e seguiu guiando um segundo trecho. Por insistência toquei mais uma pequena cordada e já era 10:30 da manhã! Nosso voo para SC era as 14:30 saímos voando da rocha e partimos correndo pela Urca e por Botafogo para pegar as tralhas e partir para o aeroporto. Infelizmente, não consegui me despedir direito das pessoas e também não consegui curtir o ATM domingo. Mas tudo o que aconteceu ao longo de três dias foi sensacional. Voltei para minha terrinha mais apaixonado ainda por esse esporte que nos leva a superar limites constantemente! Terminei a minha trip domingo a noite quando cheguei em Gaspar e capotei para uma nova semana!

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Vamos para o Nordeste?
Mais um encontro que a Sapo Agarras está apoiando.

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[EXCLUSIVO] Entrevista Sapo Agarras

Se algum investidor necessita de evidências de que a escalada está crescendo de popularidade, poderia este visualizar o caso da Sapo Agarras. A pequena empresa da região sul do Brasil está inovando na fabricação de agarras de escalada, assim como em seus formatos e texturas. Como o próprio proprietário não esconde é chegar a um nível de excelência para ser referência mundial. Hoje não seria exagero nenhum dizer que seu produto pode ser considerado um dos melhores, senão o melhor, do Brasil na atualidade. Com produtos de qualidade e  uma postura empreendedora admirável a Sapo Agarras foi procurada pelo Blog de Escalada para uma entrevista.
Como foi que a escalada entrou na sua vida?
Iniciei no montanhismo aos 15 anos, ja passei pelas escaladas esportivas e boulders me dedicando nos últimos anos as paredes e conquista de vias tradicionais. Hoje com 33 anos tenho a escalada como  profissão, tornando realidade o sonho de fabricar agarras  de escalada no Brasil e trazer sempre novidades.
De onde surgiu a ideia de começar a fabricar agarras de escalada?
Fabricar agarras é a soma de 17 anos de escalada e da resultado de muita pesquisa!  Trabalhamos para trazer para o mercado nacional um produto versátil, bonito e bom preço. Novidades sempre a cada 15 dias é nossa meta! Dentre as nossas novidades podemos citar: O Sistem Waal (primeira empresa a fabricar na América Latina) e as Training Balls, além de  uma linha completa de agarras que vai de micros a GG e os novos projetos dos volumes e prismas gigantes!
Como é projetado cada modelo de agarra que você comercializa?
A Sapo Agarras hoje conta mais de 400 modelos de agarras, sistemas de treinamento, molulos, volumes,linha infantil de agarras, camisetas e crash pads. Cada produto vem sendo desenvolvido junto com os melhores root seters e escaladores do Brasil, trabalhamos sempre em desenho anatômico que atenda bem tanto paredes comerciais como paredes domesticas, Temos como shapers Sapo, Naoki Arima, Rogério Fernandes e Dioni Capelari, somando qualidade e conhecimento aos produtos Sapo Agarras. Por esse motivo e versatilidade nossas agarras estão presentes nas principais paredes de escalada do Brasil, campeonatos e muros particulares.
Basicamente quais são os ingredientes para a fabricação de agarras de escalada?
Estamos em constante busca de novas tecnologias. Cada material é testado e “ensaiado”  o que nos da tranqüilidade de garantir nosso produtos dentro das normas vigentes no Brasil. Despertando o interesse de clientes do mercado Europeu e USA e América do Sul.
Em linhas gerais quais as diferenças entre as agarras fabricadas no exterior e as fabricadas no Brasil?
Hoje temos varias linhas de fabricação, cada empresa tanto nacional quanto do exterior. De maneira geral as agarras tem a textura padrão como as importadas e além de desenhos anatômicos. Estamos trabalhando na diversidade de produtos e hoje ja são mais de 400 modelos. A tecnologia que estamos buscando para trazer ao Brasil e vai diferenciar as agarras pelo peso é as agarras plásticas, tecnologia que ainda ninguém detém no Brasil.
A realização de campeonatos estaduais encolheu nos últimos anos, a que você credita este acontecimento?
De maneira geral vejo que no Brasil a escalada esta crescendo muito e as competições irão ganhar força novamente, visto que a CBME esta elaborando um calendário oficial. Lembrando que muitos eventos não oficiais estão sendo realizados em todos os estados, somando tudo isso a Sapo Agarras acredita que estamos no caminho certo!
O esporte de escalada está se popularizando novamente, você acredita que irá crescer também a demanda por ginásios de escalada? Porque?
Sim, como falei anteriormente a escalada vem crescendo muito. Está hoje presente na mídia, nas escolas e por conseqüência a demanda por ginásios só tende a crescer. O trabalho das associações e instituições está  sendo feita de maneira séria o esporte como um todo esta se organizando e os sonhos estão se concretizando!
Quem estiver interessado em saber mais sobre seus produtos, há algum catálogo que possa consultar?
Sim a Sapo Agarras mantém o blog http://sapoagarras.blogspot.com.br/ onde todos nosso produtos podem ser visualizados, Sit: www.sapoagarras.com  que está no ar desde o dia 25/03/2013
Matéria publicada no Blog de Escalada - http://blogdescalada.com/  por Luciano Fernandes em April 3, 2013.
[EXCLUSIVO] Entrevista Sapo Agarras

EU TENHO UM SONHO...

Quando comecei a escalar, há 5 anos atrás, eu sabia que esta não seria apenas mais uma “fase” como tantas outras. Apesar de já ter jogado futebol, basquete e andado de roller, até aquele momento nada havia ganhado minha atenção por mais do que 2 anos.
Meu primeiro contato com a escalada foi no Ginásio Campo Base, no centro de Curitiba, onde escalo até hoje. Cheguei lá meio perdido (mal andava de ônibus) e ansioso para saber como era subir naquelas paredes que eu já tinha visto em festas juninas. Foi amor à primeira agarra. Cada vez que eu subia, mais medo tinha e mais adrenalina corria no meu sangue e, ao descer, maior ainda era a vontade de subir de novo.
Com o tempo, esse amor à primeira vista foi amadurecendo e mudando cada aspecto da minha vida em prol da evolução no esporte. Assistia a vídeos de escalada até de madrugada, ia todos os dias ao ginásio, às vezes treinar e às vezes apenas assistir aos escaladores mais experientes guiando as vias no teto da Campo Base. Me perguntava como era possível aquilo parecer tão fácil.
Dia após dia, meu amor pelo esporte veio se transformando em um estilo de vida. Larguei minhas atividades de finais de semana para ir pra rocha e novamente fiquei pasmo com aquele universo completamente novo.
Escalava cada vez mais forte e de forma cada vez mais simples. Meu corpo aprendeu a se movimentar de forma automática, bastando eu olhar para próxima agarra para assumir uma posição confortável para chegar até ela da forma mais fácil possível. Me via fazendo as mesmas vias que antes eu me perguntava se seriam possíveis. E um sonho começou a surgir: achar um jeito de viver da escalada.
Logo comecei a participar de competições. Em meu primeiro campeonato, vi Cesar Grosso ganhar pelo domínio da penúltima agarra numa via cotada em 10b (8b FR). Fiquei entusiasmado e, logo na sequência, me inscrevi no circuito amador do Campeonato Paranaense daquele ano, quando percebi que nem tudo são flores no universo das competições. A atmosfera densa, a escalada à vista, os isolamentos, a plateia, tudo me deixava nervoso. E, com o tempo, me senti um pouco desmotivado para tudo isso. Mesmo com o apoio do Ginásio Campo Base, como o qual conto desde 2009 até hoje, não me sentia bem em participar de competições cujas possibilidades de vitória ou de boas colocações eram praticamente nulas.
No entanto, com a maioridade veio também a tão sonhada liberdade e uma nova fase começou. Comecei a fazer várias viagens, escalar nos mais diversos tipos de rocha e conhecer a comunidade da escalada. A boa vibe voltou a reinar. Comecei a ir mais longe, procurar outros setores e participar dos tão falados festivais.
A cada evento conhecia mais e mais gente. Os contatos surgiram pelo Brasil e eu passei a querer evoluir acima de tudo e me destacar neste meio com tanta gente forte. Conheci caras tão pilhados para contribuir com a evolução da escalada que me deu vontade de fazer parte disso. Ajudar a difundir a escalada no Brasil, contribuir para novos setores e mais possibilidades, ajudar escaladores novos a terem contato com a escalada em rocha.
Nesse contexto, meu caminho se cruzou com a 4Climb. Nossa vibe se juntou e nossas ideias bateram. A parceria amadureceu com o tempo e com vários encontros em eventos, viagens e campeonatos. E o sonho antigo de poder viver da escalada voltou à tona assim que virei atleta 4Climb.
Comecei a buscar outras empresas, marcas, fábricas e lojas que compartilhassem da mesma vibe e foi quando descobri a Sapo Agarras. Comecei a conversar com o pessoal e, de repente, tudo fez sentido. Novamente a boa vibe me mostrando o caminho e me fazendo encontrar pessoas tão ou até mais apaixonadas do que eu pelo esporte que eu tanto amo. Não demorou a firmarmos mais essa parceria. Virei atleta “embaixador” da Sapo Agarras e cada vez mais acredito que estou no caminho certo para realizar meu sonho.
Ser parte de uma equipe que tem feito tanto pela escalada nacional já é a realização de parte desse sonho. Ao firmar a parceria com a Sapo Agarras, me peguei pensando em como as coisas tem andado bem ultimamente. E hoje, mais do que nunca, eu acredito que realmente você atrai o que transmite.
Eu me preocupava em como representar dignamente as empresas cuja confiança foi depositada em mim. Comecei a pensar que não sou o escalador mais talentoso do Brasil, ou o mais forte, e que eu nem sequer me dou bem em competições. Mas depois comecei a pensar nas coisas que eu posso fazer pela escalada. Tive uma brainstorm sobre tudo que a escalada havia me proporcionado e tudo que eu poderia proporcionar para o esporte. E me acalmei. Existem muitas formas de contribuir e tenho certeza que vou achar o jeito certo para mim. Só tenho que ter paciência e esperar as oportunidades surgirem.
Mesmo assim, ainda sou cheio de dúvidas. Não sei onde vou parar. Não sei se vou seguir minha formação acadêmica ou se vou achar um jeito de seguir fazendo o que me inspira até o momento. É um clichê falar em viver um dia de cada vez, mas no meu caso é a mais pura verdade. Estou apaixonado e amo meu esporte e meu estilo de vida. Mas, assim como um casamento de 30 anos pode porventura acabar, não me arrisco a dizer que vou escalar com todo esse fervor e energia pelo resto da minha vida. Nem que eu vou conseguir seguir meu sonho, ou mesmo se vou ter outros sonhos daqui alguns anos.
Mas uma coisa é certa: hoje eu estou num momento de extrema felicidade. A parceria com a Sapo Agarras foi só o começo. Assim como espero que tenha sido a parceria com a 4Climb e com o Ginásio Campo Base. Sou ambicioso e almejo mais. Quero me destacar não só no Brasil como no mundo. Sigo um lema que diz mais ou menos que se deve mirar o mais alto possível, pois se algo der errado, pelo menos eu consigo acertar no meio. Então minhas metas são grandes e sempre haverá esperança de conseguir alcançá-las. Mas caso minha vida mude de alguma forma, a única certeza que eu tenho é que a escalada sempre estará presente, de um jeito ou de outro.
É um vício do qual eu não consigo me desvencilhar. É minha maior paixão. E, se me oferecessem um meio agora, eu com certeza largaria tudo para viver da escalada.
No momento, eu só tenho a agradecer o incentivo de anos do Ginásio Campo Base e os novos investimentos da 4Climb e, agora, da Sapo Agarras. Ter essas empresas que tanto contribuem para o esporte me dando suporte é um enorme passo para chegar à minha meta como atleta profissional.
Obrigado a todos que fizeram essa realidade possível de alguma forma.
André Braga